Estou convencido de que o homem foi feito para viver em paz consigo mesmo, cheio de uma alegria profunda.Estou convencido de que deveria acontecer no coração de todo o ser humana uma celebração da vida e do amor, não um funeral. Os profetas da tristeza, coma sua mentalidade e o seu vocabulário de «vale de lágrimas», sempre me soaram como algo de estranho. Como o velho Santo Irineu do século II, sempre acreditei que «a glória de Deus é um homem viver em plenitude!».

É óbvio, porém, que não existem pessoas sem problemas, nem uma vida utópica sem dor. A tensão que resulta dos problemas e da dor faz parte de um todo, e geralmente dirige a nossa atenção para uma área da vida em crescimento, um território em expansão. Quanto a mim não me arrependo dos problemas ou da dor pelos quais já passei, mas da apatia, dos momentos em que não estava «vivo em plenitude».

A tristeza básica da nossa família humana é que muitos poucos dentre nós se aproximam da realização completa do seu potencial. Concordo com a estimativa dos pesquisadores de que a pessoa comum realiza somente 10% do seu potencial. Vê somente 10% da beleza à sua volta. Ouve somente 10% da música e da poesia do Universo. Sente somente um décimo das delícias de estar viva. Está aberta apenas a 10% das sua emoções, à ternura, à surpresa e à admiração. A sua mente abraça somente uma fracção dos pensamentos, reflexões e compreensão se que é capaz. O seu coração bate somente com 10% de amor. Morrerá sem ter jamais vivido ou amado de verdade. Para mim, esta é a mais assustadora de todas as possibilidades. Detestaria pensar que o leitor ou eu podemos morrer sem ter vivido e amado de verdade.

A tristeza do fracasso

Se fomos feitos para estarmos plenamente vivos, porque vivemos tantas vezes de um maneira limitada?É que, na nossa vida como na vida de tantos outros falta algo para alcançarmos a plenitude ou, pelo menos, este algo não está sendo devidamente reconhecido e desfrutado. De algum modo, em algum lugar, alguma coisa não correu bem. Em algum lugar do caminho a luz falhou.

Todas as formas de vida têm condições ideais e requisitos essenciais para a saúde, o crescimento e a plenitude. Quando o meio ambiente de cada se propícia essas condições e requisitos, torna-se possível a plenitude da vida e a realização das riquezas potenciais. Quando as pessoas estão inteiramente vivas, dizendo um sim  vibrante à experiência humana total, e um amen do fundo do coração ao amor, é sinal de que as suas necessidades estão a ser atendidas. Mas quando ocorre o contrário, quando o desconforto, a frustração e as emoções doentias predominam na vida de uma pessoa, é indicio que as suas necessidades não estão a ser atendidas. Isto pode acontecer por falha dela ou daquelas que a rodeiam, mas o facto é que ela não está a receber aquilo que necessita. De algum modo, em algum lugr alguma coisa não correu bem na sua vida. O definhamento e a desintegração instalaram-se ali.

Do livro: «O segredo do amor eterno» – Jonh Powell

Editado por: Isabel Pato

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