Querer ter razão – uma doença infantil

Querer ter razão – uma doença infantil

Eis um aspeto pelo qual ainda muita gente gasta energias, tempo e saúde: querer ter razão…

É um aspeto que revela imaturidade, e que por vezes as consequências são elevadas, e na maior parte das vezes nem se percebe o mal que isso faz, a destruição que causa, só porque se quer ter razão. Gastam-se horas em discutir pontos de vista, gera-se um clima de “batalha” onde as armas são as palavras bem escolhidas, para que no fim se sinta que se ganhou a discussão.

Há também que espere anos para poder mostrar que em determinada altura teve razão!

Pequenas vitórias ilusórias, que ao mesmo tempo podem ser a origem de muitos distúrbios no organismo, devido à energia, sentimento e intenção que se coloca quando se defende o ponto de vista.

Mas…

Se cada um de nós é uma individualidade, que já viveu e experienciou determinadas situações e experiências, logo ficou com uma perspetiva dessa situação. Perspetiva essa que é diferente de outra pessoa que tenha passado por uma experiência idêntica, mas, devido a sua forma única de ser, tem uma perspetiva completamente diferente!

Vejamos, há pessoas que adoram o verão, e têm muitos argumentos para mostrar que o verão é bom! Mas por outro lado, também há pessoas que adoram o inverno, e que também têm mil e um argumento para mostrar que o inverno é que é bom!

Quem tem razão? Ambos.

Porque cada um, é igual a si mesmo, e cada um só consegue ver até onde é capaz de enxergar. Adianta discutir, até à exaustão só para ter razão?

Ao longo do meu percurso, tenho me deparado com casos, em que provar que se tem razão, é uma questão de vida ou morte. Pessoas que se consomem em raiva e ira até conseguirem provar que estão certos, e que o resto do mundo está errado. Vivem numa luta constante, alimentando cada vez mais essa atitude egocêntrica, debilitando cada vez mais o sistema imunitário sem se aperceberem do malefício que praticam a todo o instante contra eles mesmos.

Também já fui assim. Recordo-me de uma formação em que a dada altura se falou do abacaxi e ananás, e surgiu a duvida de qual era mais doce. Uns diziam que era o ananás e outros o abacaxi… A dada altura, um dos formandos enviou uma mensagem a alguém conhecido, pedindo que fosse pesquisar na internet qual dos dois era mais doce.

Mais de uma hora depois, em já ninguém se lembrava da história dos ananases, ele interrompeu a formação para afirmar que era o ananás o mais doce, e que ele tinha razão…

Ficamos todos a olhar para ele, meio espantados, e um silêncio constrangedor instalou-se na sala… Enfim… Mas ele provou que tinha razão.

Eu não quero ter razão… Eu quero ser feliz!

Uma frase célebre do poeta Ferreira Gullar, uma sábia frase! Querer ter razão, é a atitude mais insensata, para se ter, nos dias de hoje.

Numa altura em que tudo muda em questão de segundos, em que o que era verdade ontem, hoje já não é tão verdade assim, de que vale querer ter razão?

Numa época, em que o que é verdadeiramente relevante são os elos que se criam com o nosso eu interior, em que é preciso estar em sintonia com tudo o que nos rodeia para se criar bem-estar e felicidade, querer ter razão está completamente fora do caminho a se percorrer.

Continuar a fazer birras para se provar que se tem razão, é infantil e é esse o exemplo que damos, inclusivamente às nossas crianças. Não queremos que elas façam birras, mas nós continuamos a fazê-las.

Querer ter razão é uma doença infantil.

Isabel Pato

Quero mesmo mudar?

Quero mesmo mudar?

Mudar!

Quando chegamos à brilhante conclusão de que a vida que temos, não é de todo a que nos dá a sensação de realização pessoal, nem chega por sombras ao ideal de vida que queremos ter, tomamos consciência de que é preciso fazer alguma coisa…

Quando chegamos a esta tomada de consciência, que é sem duvida a mais importante de todo o processo, a primeira coisa a fazer é mudar.

No inicio, visto que estamos numa situação de desespero e já não vislumbramos mais saídas, tudo nos parece muito bem, e acatamos todas as sugestões que nos são dadas, sem qualquer tipo de julgamentos…

Isto acontece só no inicio, porque depois, a determinada altura, quando a vida já não aparenta tanto desespero, achamos que já estamos bem, que afinal não há a necessidade de tanta mudança assim…

A isto se chama ilusão…

Para que haja saúde em todas as áreas da nossa vida, temos que estar em constante crescimento.

Mudança constante, melhoria constante. É para isso que nós estamos aqui.

Não pode haver riqueza, onde o objetivo é ter o suficiente…

Não pode haver saúde física, quando queremos controlar as situações, a vida dos outros, ou mesmo querer que as coisas sejam à nossa maneira.

Mas mesmo assim, continuamos a utilizar os mesmos padrões que nos são conhecidos, e a “empurrar com a barriga” tendo como ponto de partida o sofrimento que já vivemos, em vez de nos focarmos em querer melhorar a cada dia que passa.

Voltamos a criar uma “zona de conforto” e assim estamos de novo no ponto de partida…

Muitas vezes faço a mim mesma esta pergunta:

Será que quero mesmo mudar?

A maior parte das vezes a resposta é “não”.

Porque muitas vezes ainda quero que as coisas aconteçam à minha maneira…

É tudo um treino, e há que pôr em prática o conhecimento e utilizar as ferramentas que tenho à minha disposição. E sei, que muitas das vezes o que impede o fluxo natural da vida, é mesmo o facto de não querer mudar. Mas como em tudo, ter conhecimento e não o aplicar, de nada vale…

A síndrome de “Gabriela”

Recordo-me de um dia, há 4 anos atrás, quando me foi dito que eu teria que mudar a minha forma de pensar e de agir, se queria ganhar a minha vida de volta:

“e a minha essência, o que vai ser feito dela?”

Ignorância pura!

Mas a tentação ainda é tentar resgatar essa velha essência (a voz do ego), que me leva a pensar que já sei tudo, e que não é preciso mais nada.

O treino

Estar atenta a estes processos é a base para que depressa retorne ao caminho e me volte a focar nos meus objetivos. Não é fácil, mas é possível.

Deixo aqui um exercício me ajuda a mudar o rumo, e voltar de novo ao caminho:

Como mudar o rumo da nossa vida?

 

E tu, queres mudar?

Isabel Pato

A morte, uma ilusão dos sentidos?

A morte, uma ilusão dos sentidos?

O que é a morte?

Muito se escreve e muito se especula sobre o que é a morte, e o que acontece depois de morrer.

Inclusivamente, há pessoas que não vivem a vida de uma forma plena, com medo de morrer… E no fim, acabam por morrer.

Segundo a Wikipédia a morte (do latim mors) refere-se a óbito (do latim obitu), falecimento (falecer+mento), passamento (passar+mento), ou ainda desencarne (deixar a carne), são sinónimos usados para se referir ao processo irreversível de cessamento das atividades biológicas necessárias à caracterização e manutenção da vida num sistema outrora classificado como vivo. Após o processo de morte o sistema não mais vive e encontra-se morto.

O conceito de morte

A morte é o termo da vida devido à impossibilidade orgânica de manter o processo homeostático. Trata-se do final de um organismo vivo que havia sido criado a partir do seu nascimento.

O conceito de morte, no entanto, foi sofrendo alterações ao longo do tempo. Outrora, considerava-se que a morte, enquanto evento, tinha lugar assim que o coração deixava de bater e que o ser vivo deixava de respirar.

Várias religiões, apesar de cada uma ter a sua versão sobre o que é a morte, todas elas acreditam que é um ritual de passagem. Umas festejam, outras choram…

A minha opinião

Eu acredito que a morte é uma ilusão dos sentidos. Se somos energia, e a energia depois de criada já não pode ser destruída, então somos eternos.

A morte para mim, significa o fim do ciclo e o inicio de outro. Significa que chegou a altura de passar ao próximo nível, de continuar o meu caminho e traçar um novo começo.

A morte não existe apenas na nossa existência. Acontece também no dia a dia, nas pequenas e nas grandes situações.

Num relacionamento que acaba, num contrato que chegou ao fim, num eletrodoméstico que se avaria e não tem concerto… E cada vez que isso acontece, é porque chegou a altura de dar lugar ao novo, e é aí que nós resistimos. E essa resistência causa dor. Porque somos demasiado comodistas e não queremos que a mudança venha interferir no nosso esquema de vida tão bem planeado e traçado.

Outro aspeto interessante e que é bom relembrar, é que vivemos com medo de morrer. Somos tão controladores, que em vida planeamos como vai ser a vida dos que cá ficam. Deixam-se heranças… Deixamos de fazer aquela viagem porque temos de garantir o sustento daqueles que cá ficam, tratando-os como imbecis ou incapazes de não saberem viver sem a nossa presença. Vivemos uma vida inteira dedicados a morrer. E quando o momento chega, como será?

Como será sentir que se desperdiçou uma vida a fazer tudo de forma contrária?

Viveu-se uma vida de morte!

Quantos não pensam: “Se eu pudesse voltar atrás…”

Por isso há que refletir! Quero continuar a viver morto?

Ou quero viver a vida que me foi dada, que todos os dias e que a cada nascer do sol me é renovada?

É tudo uma questão de escolha… Ou será uma ilusão?

(1) Conceito de morte – O que é, Definição e Significado http://conceito.de/morte#ixzz4VIY5iqTc

Isabel Pato

Confio em toda a gente até que me provem o contrário!

Confio em toda a gente até que me provem o contrário!

Esta é uma frase que oiço constantemente, nos meus dias atuais.

 

 

Ela é proferida por um grande visionário, que me mostrou como funciona tudo no Universo, e consequentemente na minha vida.

Hoje em dia, os meus dias são divididos em várias atividades, que me dão um enorme prazer de realizar, bem como me proporcionam a liberdade de fazer o que quero, quando quero.

A maior parte dessas atividades, estão diretamente ligadas a pessoas.

Estabelecer contacto com as pessoas, é sempre algo maravilhoso e surpreendente, desde que esse contacto seja iniciado com base na confiança, pois se assim não for, nenhum progresso pode ser atingido no intuito de poder auxiliar aqueles que procuram ajuda e orientação.

Sempre trabalhei com o público…

Hoje trabalho com seres que são igual a mim, com as mesmas características, as mesmas condições, e sempre com a mesma vontade de crescer e evoluir.

O conceito de confiança, para mim muitas das vezes é confundido com o facto de ser assertiva.

O confiar, nada tem a ver com o ser permissiva, e deixar-me manipular pelas outras pessoas.

Muitas são as pessoas que ajudo, quer direta quer indiretamente, e decerto que todas elas merecem confiança…

Até mesmo aquelas que são desconfiadas, que pensam que a ajuda prestada, não é gratuita e incondicional, e que por trás possa haver outras intenções…

 

O que acontece é que cada um julga o outro, consoante aquilo que tem dentro de si.

 

 

Manter a mente livre de julgamento, é a primeira ação do treino em gestão de stress, é uma ação de estar atenta, muito atenta ao pensamento.

Estamos tão formatados, que o julgamento das pessoas, das situações e acontecimentos é automático. E só quando pomos como intenção não julgar, nos apercebemos que 99% do nosso dia é tecer julgamentos.

O mais interessante é que no fim de contas, quem julgamos somos a nós mesmos. Porque só julgamos por aquilo que temos dentro de nós. E é por estar dentro de nós que identificamos isso no outro, ou nas situações.

Por isso, confiar sempre até que provem o contrário.

Porque se não o fizer, é porque já estou a deixar entrar julgamento.

Agora ser assertiva, é ser responsável.

Não se trata de confiar…

Eu, ao longo deste período de formação penso que sei como funciona todo o Universo.

Sei que tudo tem uma ordem perfeita, e que eu não tenho o direito de interferir nessa ordem.

Nunca o Universo pode dar a um e tirar a outro.

E também não posso fazer por ninguém aquilo que compete a cada um fazer por si.

Por vezes vejo pessoas que entram num ciclo que se não se está atento, já não há saída.

E eu, não posso interferir, pois esse é o caminho que cada um escolhe.

 

Caminho

 

 

Ainda me recordo, de como entrava em pânico, ao perceber que as pessoas já não estão a seguir sugestões, e que pensam que sabem…

Mas não posso fazer nada.

Só tenho que ver onde me identifico nessas situações, onde posso melhorar-me a mim, e Confiar!

Todos nós somos seres livres, e ilimitados.

Eu confio!

Namastê

Isabel Pato

Liberta-te!

Liberta-te!

Liberta-te!

É só isto que eu consigo ouvir na minha mente ultimamente.

liberta-te

Liberta-te!

Como se fosse uma ordem que o meu subconsciente está sempre a repetir. Necessito tanto de me libertar como de respirar!

Preciso libertar-me de todos os conceitos que já não me servem para esta nova etapa da minha vida. Deixá-los para trás, assim como quem deixa uma peça de roupa que já não serve mais, que está desgastada, e desbotada…

Estou num novo mundo, numa nova realidade. Em expansão constante, que já não sei onde começo e acabo.

Sinto-me a fazer parte de tudo e de todos, sem perder a minha individualidade.

É mais fácil delegar, deixar ir… Entrar no fluxo como se fosse mergulhar no mar límpido e profundo. Basta inspirar bem fundo, e entrar na corrente da vida, observando cada pormenor como se fosse único, como se fosse a ultima vez, o ultimo pestanejar!

Tudo vem até mim, de uma forma perfeita, como só o Universo sabe fazer. Perfeito!!

A consciência plena de mim e das minhas capacidades, levou-me a sonhar como nunca ousei sonhar.

Projetos que até há pouco tempo eram apenas letras em papel, começaram a criar palavras, frases, textos, livros, e estão prontos para se tornarem na mais bela enciclopédia jamais escrita ou lida.

O que ainda falta?

Libertar-me!

Ainda há dentro de mim, muitos sentimentos que me prendem e que se dou lhes dou ouvidos, arrastam-me num furacão, sem possibilidade de me apanhar.

Mas estou a melhorar, é o que sinto.

E como me alguém me disse um dia

Hoje és uma pessoa melhor do que há 30 dias atrás!

Isabel Pato

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