Partilho tudo o que tenho

Partilho tudo o que tenho

Partilho tudo o que tenho
À medida que a minha consciência se expande, o conceito de “posse” deixa de existir.
Primeiro porque o conceito de liberdade é cada vez mais firme dentro de mim, e porque também, já atingi (embora ainda tenha um longo caminho pela frente) um estado em que não faz sentido possuir seja o que for. Seja casa, bens materiais, pessoas, animais, etc… apenas usufruo daquilo que a vida me dá. E o que recebo, partilho com quem está disposto a receber.
Olhar para o mundo de uma forma diferente, em que o sentimento de “não vou dar, pois pode-me faltar”; ou então dar à espera de receber; é transmutado em “quanto mais dou, mais tenho”, e abriu-me portas que nunca poderia imaginar.
Conto-vos um dos pequenos exemplos que se passou no Natal passado…
A equipa da Fundação, decidiu oferecer um mimo, aos seus colaboradores e todos aqueles que direta ou indiretamente, colaboram com a Fundação António Shiva. Decidiu-se fazer algo simples mas personalizado. E então, fizemos broas de Natal, e decoramos as embalagens para colocar as broas. Chamámos-lhe “Doses de amor”. À medida que fomos distribuindo as “Doses de amor”, íamos trazendo de volta algo, resultado da partilha.
Resumindo, a energia colocada nessa ação, trouxe um retorno que acima de tudo veio relembrar o espirito de Natal, que é a partilha.
Viver em comunidade é isso mesmo. É partilhar tudo o que tenho com queira receber, e estar aberta a receber de volta.
Partilhar um sorriso, um abraço, uma palavra de carinho, um bolo, uma refeição, uma tarefa, faz tudo parte do ciclo da vida, visível na natureza, que é a partilha. Esse é o verdadeiro altruísmo.
Claro que para poder partilhar, tenho de ter, e desejo cada vez ter mais, para poder partilhar mais, sem medo.
Já pertenci a um mundo (ou realidade), em que pouco ou nada se partilhava, e quando se fazia era por obrigação ou por ser politicamente correto. Claro que essa ação sempre deixava um vazio que nunca soube explicar.
Hoje sei que só havendo amor na partilha, me posso sentir plena.
A melhor partilha que posso dar, neste momento, e a quem está sem rumo e desorientado, é falar da minha experiência. E que ela possa iluminar o caminho de quem precisa.
Obrigado!

Amo-me, aceito-me e aprovo-me tal como sou

Amo-me, aceito-me e aprovo-me tal como sou

Já muito escrevi sobre esta frase, e ainda tenho muito para escrever, até que um dia ela se torne verdade no meu subconsciente.

Todos os dias, eu faço o melhor que sei, mas há alturas que acho que podia ter dado mais um pouco, ou feito algo de forma diferente, ou ter respondido daquela maneira…

Acontece, que se esse sentimento de insegurança surge, é porque eu não me aceito da forma que sou. E se não me aceito, como posso amar-me? E se não me amar, como posso amar alguém? Seja filhos, amigos, familiares, o mundo?

Não pode haver dualidade na vida. Não posso afirmar algo que não sinto, ou dizer que o sinto por outro ser, se eu não experiencio esse sentimento.

Há exercícios que podem ajudar a aumentar a autoestima, é certo. Mas o amar-me e aceitar-me tal como sou, hoje sei que é um estado. Um estado de amor, que irradia para tudo o que me rodeia.

Julgo-me cada vez menos, e estou atenta ao que vai na mente, e aos pensamentos que alimento, e acima de tudo o confiar na vida, e que tudo o que acontece é para meu beneficio, e a pouco e pouco, aceito-me da forma que sou.

Não se trata de granjear a aprovação dos outros, mas sim a minha aprovação, e que tudo é um resultado, não tem nada a ver com sucesso ou fracasso.

Nos últimos tempos tenho feito o que me dá mais gosto de fazer.

Desde o sabão para uso cá de casa, a detergentes… Sempre pensei que fosse mais complicado. Ou melhor, nunca acreditei nas minhas capacidades e limitava-me. Ah, como me limitei durante anos a fio, achando que nunca seria capaz de fazer determinadas coisas.

Descobri que se colocar amor em tudo o que faço, o resultado é sempre perfeito, porque não há expectativas, apenas o processo de criar.

Por isso acredito que hoje e só por hoje, eu amo-me, aceito-me e aprovo-me tal como sou.

Nada me falta

Nada me falta

Nada…

Apesar da ilusão, apesar da busca constante pela posse de coisas materiais, e achar que nunca tinha o suficiente, nada me faltou, e muito menos me falta agora.

Olho ao meu redor e vejo que tenho tudo o que preciso para viver. E não quero dizer que não preciso de bens materiais. Preciso sim. E preciso também de poder usufrui de todas as coisas que existem, seja um bom carro, uma boa refeição, uma boa casa… E para usufruir, não preciso possuir.

O segredo para que nada me falte, é simplesmente estar grata ao que tenho possibilidade de usufruir hoje, e aceitar o que a vida me dá.

A situação que melhor retratou isso, e aconteceu comigo, foi nos primeiros meses deste ano, em que decidimos, na Sede da Fundação António Shiva, criar uma horta, e semear um canteiro de nabiças. Foi um Inverno rigoroso, e todas as sementes foram comidas pelos passarinhos e rolas que por aqui habitam. Engraçado, que a reação foi sempre de certeza e auto-confiança. Sabíamos que o que aconteceu, serviu um bem maior: salvou a vida das aves que comeram as sementes. A história não termina aqui…

Algum tempo depois (mais ou menos na altura em que poderíamos começar a colher as nabiças, um estufa aqui da zona, colocou à disposição da população, e para quem quisesse ir buscar nabiças que tinham ultrapassado o calibre de venda, e para não destruir tudo, deu aquilo que tinha.

E assim, tivemos mais nabiças do que aquelas que iriamos colher, e no fim, tudo acabou bem.

Esta é apenas uma das tantas histórias ou situações que me acontecem no dia a dia. No meu mundo, as pessoas partilham aquilo que têm, de uma forma altruísta, e, muitas das vezes, basta apenas formular o pedido e o Universo trata de entregar. Sejam nabiças, amoreiras, diospiros, um mestre….

E hoje foi mais um dia em que só por hoje, nada me faltou.

Os pensamentos e a minha realidade

Os pensamentos e a minha realidade

Eu e os meus pensamentos… Nunca poderia imaginar que o facto de fazer “filmes” com a minha mente, pudesse de facto criar a minha realidade.

Acho que a ideia que eu tinha era que a minha mente era uma divisão a que só eu tinha acesso, e tudo o que se passava lá, ficava lá, e nada de extraordinário acontecia. Por vezes, era o meu mundo ilusório que só eu fazia parte, e pronto tudo acabava ali…

Acontece que não é bem assim.

A nossa mente, está sempre a funcionar, mesmo quando não estamos conscientes de que isso acontece.

Costumo fazer muitas coisas em “modo automático”, e da mesma forma que realizo tarefas no automático, a minha mente vai-se ocupando de coisas que a maior parte das vezes não fazem falta alguma.

Quando tomei consciência deste processo, também comecei a estar mais atenta aos pensamentos que cruzam a minha mente. Não se trata de fazer uma triagem entre os pensamentos bons e os pensamentos maus… nada disso! Até por que bem e mal não existe. Isso é parte da dualidade e de um mundo que deixou de existir. Trata-se apenas de saber que tenho objetivos e tarefas a realizar para os alcançar, e que posso escolher quais são aqueles pensamentos que acrescentam valor ou não.

Também é muito interessante tornar-me observadora de mim mesma; das minhas atitudes, reações, pensamentos e até mesmo observar aqueles momentos em que tento manipular o resultado final de alguma coisa. É engraçado ver os mecanismos automáticos que parecem estar sempre à espera de que o botão seja acionado para entrarem em ação.

O pensamento se for alimentado vai crescer, crescer e tornar-se real. Se me focar naquilo que é apenas ilusão dos sentidos, tal como o medo da falta, ou catástrofes que possam acontecer, claro que é isso que eu vou atrair para a minha realidade. Mas, se eu estiver atenta, e focar-me em criar o que verdadeiramente quero, assim será! Ainda não consigo fazê-lo na perfeição, e o progresso que adquiri, não foi alcançado de um dia para o outro, e é necessário treinar, mas sei que estou no caminho. E como todos os caminhos, este faz-se caminhando, um passo atrás do outro, e por isso, Só por hoje, eu sou responsável pela minha realidade. A escolha é minha!

Isabel Pato

Tudo o que acontece é para meu benefício

Tudo o que acontece é para meu benefício

É verdade ao longo do dia, surgiam situações que por vezes achava que era para me complicar a vida; que não tinha sorte, e atrás destes pensamentos surgiam outros que depressa me colocavam no lugar de vítima, e a partir de aí até chegar ao ponto de ter a auto estima em baixo, era um instante…

Há muito que dizer sobre este aspeto:

1º – Achar que a vida ou quem quer que seja, me coloca situações para “me complicar”, é uma estupidez tremenda, pois estou a assumir que o Universo não tem mais nada que fazer, senão complicar-me a vida, quando na verdade tudo o que é pretendido é que eu cresça e evolua.

2º – Colocar-me numa aposição de vitima, é nada mais nada menos do que fugir à minha responsabilidade e dar o poder ao exterior de governar a minha vida. Somos seres criadores por natureza, e estamos sempre a criar, seja com intenção ou não. Por isso cada situação que surge no meu caminho, é de uma forma ou de outra, uma criação minha e apenas estou a colher o resultado do que semeei. Ganhar esta consciência, ajudou-me a estar atenta àquilo que em que me foco e para onde dirijo o meu pensamento, de forma a que depois os resultados obtidos sejam o reflexo do meu interior.

3º- Escusado será dizer, que quando não há auto-estima, tudo é negro à minha volta. Acabo por fazer as coisas para agradar os outros, necessitando desesperadamente de me sentir amada, aceite e útil. Mas ao fazer as coisas para os outros, e não por mim, apenas vou ganhar de volta frustração e mais sofrimento, pois tenho de ser honesta comigo, fazer o que me agrada a mim, e não a terceiros.

4º – Julgar se uma situação é boa ou má…. Comparado com o quê? Vou comparar com uma situação parecida, que aconteceu há não sei quantos anos atras, em que tudo era diferente? Como pode ser possível? Pois, não pode… Mas a tendência é sempre essa, julgar tudo! A partir do momento em que não há julgamento, e aceito que as coisas são o que são, todo o desespero e sofrimento desaparece.

A vida é uma escola

Deitando fora o julgamento das situações, vejo com alguma clareza que a vida é a melhor escola que eu ou qualquer outro ser pode ter.  Cada acontecimento, é uma lição que tenho de aprender, um degrau na minha evolução… é o processo normal. O que não é normal é resistir ao crescimento, e querer que as coisas sejam feitas à minha maneira, como se eu fosse o centro de todo o Universo…

Estou aqui, porque tenho um papel importante a desempenhar no desenvolvimento da humanidade! Estou aqui, porque sou parte de algo maior, e sou importante. Por isso não há nada que me aconteça que não seja para meu benefício.

E qual é o beneficio?

Não sei! Nem preciso saber.

Preciso apenas ter consciência disso.  Sei que é assim, e ponto final. Nada de deixar que o julgamento entre em ação, e me faça voltar ao ponto zero, para começar tudo de novo…

O melhor que me aconteceu, e a melhor lição que tive até ao dia de hoje, foi confiar nesta afirmação “tudo o que me acontece é para meu benefício”!

Acabou com o medo que tinha do que me poderia acontecer, e deu lugar a uma nova consciência, e permitiu que entrasse num mundo, onde eu sou responsável pela minha realidade!

Isabel Pato

Só por hoje!

Só por hoje!

Só por hoje!

Só por Hoje!

Este lema sugere que ao invés de tomarmos decisões para a vida toda, limite-mo-nos a fazer propósitos por um dia apenas, justamente o dia que estamos sempre a viver: o dia de hoje. O de ontem já vivemos quando ele era hoje, e o amanhã, quando chegar, será hoje novamente.

Se aplicarmos o que é sugerido, estaremos por assim dizer, repartindo a vida em “pedacinhos mastigáveis” o que irá tornar bem mais fácil a nossa caminhada através do processo de recuperação.

O texto que se segue é uma sugestão do que podemos nos propor a fazer a cada novo dia…

Só por hoje, procurarei viver este dia apenas, sem tentar resolver, de imediato, todos os problemas de minha existência. Por doze horas serei capaz de fazer coisas que me fariam desanimar se eu me compromete-se a fazê-las pelo resto da vida.

Só por hoje, serei feliz, admitindo assim ser verdade o que disse Abraham Lincoln: “As pessoas são, em sua maioria, tão felizes quanto decidam ser”.

Só por hoje, ajustar-me-ei a realidade, sem procurar fazer com que tudo se ajuste aos meus próprios desejos. Aceitarei o que o destino me reservar e a isso me adaptarei.

Só por hoje, procurarei fortificar a minha mente. Estudarei. Aprenderei algo proveitoso. Não serei um ocioso mental. Lerei alguma coisa que exija esforço, raciocínio e concentração.

Só por hoje, exercitarei meu espírito de três maneiras: praticarei uma boa acção sem que ninguém fique sabendo, senão não valerá; farei pelo menos duas coisas que não tenha vontade e fazer, apenas como exercício; e, mesmo que meu amor próprio esteja ferido, hoje eu não o demonstrarei a ninguém.

Só por hoje, serei agradável. Manterei uma aparência tão boa quanto me seja possível… vestir-me-ei convenientemente, falarei com suavidade, serei cortês, não farei a menor crítica, em nada procurarei defeitos e não tentarei melhorar ou corrigir a ninguém, a não ser a mim mesmo.

Só por hoje, não terei medo. Sobretudo, não terei medo de usufruir o que é belo, nem de manter-me confiante de que, assim como eu der ao mundo, assim o mundo também me dará.

Sugestão traduzida de: “Just For Today”

Postado por Isabel Pato

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