Nada…

Apesar da ilusão, apesar da busca constante pela posse de coisas materiais, e achar que nunca tinha o suficiente, nada me faltou, e muito menos me falta agora.

Olho ao meu redor e vejo que tenho tudo o que preciso para viver. E não quero dizer que não preciso de bens materiais. Preciso sim. E preciso também de poder usufrui de todas as coisas que existem, seja um bom carro, uma boa refeição, uma boa casa… E para usufruir, não preciso possuir.

O segredo para que nada me falte, é simplesmente estar grata ao que tenho possibilidade de usufruir hoje, e aceitar o que a vida me dá.

A situação que melhor retratou isso, e aconteceu comigo, foi nos primeiros meses deste ano, em que decidimos, na Sede da Fundação António Shiva, criar uma horta, e semear um canteiro de nabiças. Foi um Inverno rigoroso, e todas as sementes foram comidas pelos passarinhos e rolas que por aqui habitam. Engraçado, que a reação foi sempre de certeza e auto-confiança. Sabíamos que o que aconteceu, serviu um bem maior: salvou a vida das aves que comeram as sementes. A história não termina aqui…

Algum tempo depois (mais ou menos na altura em que poderíamos começar a colher as nabiças, um estufa aqui da zona, colocou à disposição da população, e para quem quisesse ir buscar nabiças que tinham ultrapassado o calibre de venda, e para não destruir tudo, deu aquilo que tinha.

E assim, tivemos mais nabiças do que aquelas que iriamos colher, e no fim, tudo acabou bem.

Esta é apenas uma das tantas histórias ou situações que me acontecem no dia a dia. No meu mundo, as pessoas partilham aquilo que têm, de uma forma altruísta, e, muitas das vezes, basta apenas formular o pedido e o Universo trata de entregar. Sejam nabiças, amoreiras, diospiros, um mestre….

E hoje foi mais um dia em que só por hoje, nada me faltou.

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