Os sais do tecido bioquímico (ou sais de tecido mineral) tão prescritos com vista à preservação ou ao reequilíbrio dos sais minerais naturais do corpo, De uma perspectiva bioquímica, a saúde depende da relação equilibrada e harmoniosa que estes sais minerais mantêm com o corpo e uns com os outros.

Há doze sais de tecido mineral, cada um dos quais é identificado pelo seu nome, número e potência (força) química. Esta última é, de uma maneira geral, a diluição homeopática 6x; os sais de tecido mineral são ingeridos sob a forma de pequenas pastilhas brancas. Para além dos doze sais de tecido primário, há também fórmulas de combinação adequadas ao tratamento de situações específicas, como a febre dos fenos, azia e a acidez, ou as tosses e as constipações. As fórmulas de combinação são preparadas e produzidas da mesma maneira que os sais isolados, e são ingeridas exactamente da mesma maneira.

Perspectivas históricas

O desenvolvimento da teoria e da prática da terapia dos sais de tecido bioquímico é atribuído ao Dr. William Heinrich Schuessler, um médico alemão nascido em 1821, que exercia medicina em Oldenburg, na Alemanha. Schuessler sentiu-se intrigado pelo trabalho de Samuel Hahnmann (ver p.27),um médico homeopata, e decidiu incorporar medicamentos homeopáticos na sua actividade. Embora a princípio utilizasse toda a gama dos medicamentos homeopáticos, lentamente começou a concentrar-se na utiiização de substâncias inorgânicas em diluição homeopática.
A decisão de Schuessler foi motivada pela sua convicção crescente de que os órgãos do corpo precisam de ser apoiados por quantidades óptimas de substâncias inorgânicas, a fim de manterem a sua estrutLlra e função.
Este ponto de vista foi explorado em 1873, na sua obra Resumo Terapêutico, e posteriormente expandido numa série de artigos, que visavam uma explicação coerente da terapia dos sais de tecido mineral.
O método de Schuessler, que levou a cabo uma série de experiências destinadas a observar os efeitos dos sais
em minerais que ocorrem naturalmente no corpo, assemelha-se ao de Samuel Hahnemann, que administrava
doses de sais minerais, registando as alterações ou efeitos na saúde do paciente.

A base da teoria de Schuessler era a ideia de que a doença resultava de um desequilíbrio de minerais essenciais nas células do corpo, Quando este equilíbrio era rectificado, pela administração do sal mineral adequado, o problema ficava resolvido, restabelecendo-se o equilíbrio celular ideal. Ao desenvolver e refinar as suas ideias, Schuessler isolou os doze sais minerais que formam a base da actual terapia de sais de tecido. Considera-se que estes medicamentos actuam «bioquimicamente», equilibrando e harmonizando as trocas químicas a nível celular, e tratando a doença por meio da rectificação de uma deficiência mineral básica.
Após a morte de Schuessler, em 1898, o Dr. Julius Hensel, também alemão, prosseguiu a investigação por ele iniciada, publicando a partir da década de 1880 uma série de livros sobre minerais, que incluíam material quer sobre o potencial agrícola, quer sobre o potencial médico dos minerais.
A par da difusão das teses homeopáticas, as concepções terapêuticas de Schuessler foram prontamente importadas pelos Estados Unidos, em grande parte como consequência do trabalho levado a cabo pelo Dr, H. C, G. Luyties, um americano que traduziu as obras de Schuessler para inglês. Com a publicação de um texto da autoria da Dr.” Constantine Herring, eminente médica homeopata americana, sobre os sais de tecido como sistema terapêutico, estabeleceram-se novas ligações com o sistema médico homeopático.

Descrição geral

Na preparação dos sais de tecido bioquímico, os ingredientes activos têm de ser diluídos com lactose (o açúcar
do leite). A proporção desejável é uma parte de sal de tecido activo para nove partes de base de lactose, moídos em conjunto durante um período considerável, num processo designado por trituração.
A mistura volta a ser diluída pelo acrescentamento de nove partes de lactose, até se atingir o estádio final.
Considera-se que a potência do produto aumenta em cada fase de diluição. Ou seja, da mesma maneira que se considera que os medicamentos homeopáticos se tornam mais eficazes à medida que vão passando por estádios sucessivos de diluição, também se pode considerar que os sais de tecido bioquímico ficam tanto mais fortes quanto mais triturados e diluídos são.
A maioria dos sais encontram-se a uma potência 6x, o que significa que passaram seis vezes pelo processo
de trituração, com um quociente de diluição de um-em-dez.

A consulta

Os sais de tecidos bioquímicos podem ser prescritos como tratamento complementar por uma gama de terapeutas, como os naturopatas, os herbalistas ou os homeopatas. Mas também é natural que a maioria dos
sais de tecidos minerais utilizados seja adquirida pelo paciente de forma autónoma, uma vez que se encontram
disponíveis nas farmácias e lojas de alimentação natural. De uma maneira geral, são fáceis de utilizar, porque as etiquetas identificam de forma clara as situações que podem ajudar a resolver, e as instruções de dosagem são fáceis de seguir. As situações agudas e as situações de autolimitação, como constipações, cortes e pequenas
queimaduras, são as mais adequadas para tratamento, embora haja situações prolongadas, como a febre dos
fenos, que poderão ser temporariamente aliviadas pela aplicação da fórmula adequada de sais.
Os sais de tecido bioquímico não criam habituação e, em geral, não têm efeitos secundários. Contudo, as pessoas que sofrem de intolerância à lactose (o açúcar do leite) devem ter em conta que as pastilhas de sais de tecido têm por base esse componente.

Doenças que os sais de tecido bioquímico poderão combater

  • Ansiedade
  • Artrite
  • Asma
  • Bronquite
  • Catarro
  • Constipações
  • Dores de cabeça
  • Dores musculares
  • Dores do período
  • Entorses e luxações
  • Enxaquecas
  • Febre dos fenos
  • Frieiras
  • Furúnculos
  • Má circulação
  • Nevralgias
  • Picadas
  • Problemas digestivos
  • Tosses

Retirado do livro Medicina Natural  – Um guia de saúde para toda a família,  de Beth Maceion

Subscreva a newsletter do Blog

Holler Box

Pin It on Pinterest