Aprender a escutar!

Aprender a escutar!

Aprender a escutar…

Quando se faz uma escolha de vida e se adopta a filosofia  de ajudar o próximo e tornar este mundo o local melhor do que aquele que encontrei, há vários aspetos a ter em conta.

Na Casa Escola António Shiva®, ao longo destes 8 anos, em que decidi fazer mais por mim, e pela minha minha vida, tenho aprendido lições vitais que me ajudaram a ter uma percepção mais “limpa” do que é a realidade.

E é essa experiência que vou tentar partilhar contigo, que lês este artigo.

Sempre me considerei uma boa ouvinte, sempre disponível para ouvir os outros e assim ajudá-los. Muitas pessoas do meu circulo de amigos, gostavam de falar comigo dos seus problemas, ou situações mais complicadas, e eu gostava de as ouvir. Mas a verdade é que eu não as escutava. Quantas vezes julgava aquilo que me era dito. Bastava eu tecer um pensamento na minha mente, enquanto estava diante da pessoa, para já não estar presente e disponível para ela.

Ouvir é diferente de escutar.

Escutar é estar no momento presente, totalmente entregue ao que me é dito, sem que permita que a mente assuma que já sabe o que me vai ser dito a seguir. Eu, tenho formas de interagir aos estímulos totalmente diferentes das outras pessoas.

É isso que faz de mim um ser único, independentemente de fazermos parte do TODO. Por isso, não posso tecer julgamentos ou usar de “achismos” para  largar na vida do outro.

Falar da minha experiência, caso seja aplicada na situação, de uma forma honesta, sem a intenção de influenciar, manipular ou convencer o outro, foi outra coisa que aprendi.

Quando me entrego na escuta, permito-me a distanciar-me da situação, tornar-me permeável ao que me está a ser dito, e o envolvimento pessoal não bloqueia o fluxo da conversa, permitindo assim a ajuda.

Muitas pessoas apenas precisam que sejam ouvidas sem julgamentos. Perdem o medo de não serem aceites e deixam que o “lixo” que carregam com elas saia de um forma natural.

E isso é uma verdadeira ajuda.

Maria Isabel

A mudança já aconteceu, e continuamos a resistir

A mudança já aconteceu, e continuamos a resistir

“As espécies que sobrevivem não são as mais fortes, nem as mais inteligentes, e sim aquelas que se adaptam melhor à mudança.”

Charles Darwin

Não consigo contabilizar as vezes que ouço a seguinte frase:

“Sinto que algo está prestes a mudar, mas não sei quando vai acontecer essa mudança…”

Talvez seja até uma forma de iniciar uma conversa informal, do género: “ o tempo hoje está mesmo bom!, etc…, mas o que é certo é que se caminha cego pela realidade que rodeia as pessoas, que se focam em noticias virais, que muitas das vezes pouco tem de real, e deixa-se de tomar consciência do que verdadeiramente acontece no dia a dia na vida.

Basta analisarmos um pouco a seguinte lista:

1) O *Spotify* faliu as gravadoras;

2) O *Netflix* faliu os videoclubes;

3) O *Booking* complicou as agências de turismo;

4) O *Google* faliu a Listel, Páginas Amarelas e as enciclopédias;

5) O *Airbnb* complica os hotéis;

6) O *Whatsapp* complica as operadoras de telecomunicações;

7) As *Mídias sociais* estão a complicar os veículos de comunicação;

8) O *Uber* complica os taxistas;

9) A *OLX* acabou com os classificados de jornal;

10) O *Smartphone* acabou com as revelações fotográficas e com as cameras amadoras;

11) O *Zip Car* complica as agências de aluguer de veículos;

12) A *Tesla* complica a vida dos fabricantes de automóveis;

13) O *E-mail* complicou os Correios e acabou com o correio escrito quase por completo;

14) O *Waze* acabou com o GPS;

15) O *Original* e o *Nubank* ameaçam o sistema bancário tradicional;

16) A *Nuvem* complicou a vida das *Pen drive*;

17) O *Youtube* complica a vida das tvs. Adolescentes não assistem mais a canais abertos;

18) O *Facebook* complicou a vida dos portais de conteúdo;

19) O *novo ensino* mudou a forma de aprender, pensar e agir, levando a um novo modelo mental, gerando resultados extraordinários em um curto espaço de tempo nas organizações;

20) Com o *Banco online* não precisa mais ir até às agências;

Esta é a realidade dos dias de hoje, e a maioria que está a ler este artigo, conhece os aplicativos referidos na lista acima. Essas aplicações, fazem parte do nosso dia a dia, acompanham-nos diariamente, no nosso telemóvel, e a vida profissional de muitas pessoas dependem delas.

Mas mesmo assim, mesmo com toda essa tecnologia continua-se a ignorar que o mundo já mudou, que tudo o que existe é mudança, e que só na mudança existe vida.

Acho que já chega de resistir ao novo mundo! Quanto mais se resistir, mais sofrimento se irá causar.

É impossível viver hoje, como se vivia há 10 atrás, da mesma forma que será impossível viver daqui a 10 anos, como se vive hoje.

Estamos numa nova era, na era da inteligência artificial, e a atitude inteligente a tomar neste momento, é a de deixa de resistir à mudança, entrar no fluxo da vida, e evoluir como é a nossa missão!

Isabel Pato

Querer ter razão – uma doença infantil

Querer ter razão – uma doença infantil

Eis um aspeto pelo qual ainda muita gente gasta energias, tempo e saúde: querer ter razão…

É um aspeto que revela imaturidade, e que por vezes as consequências são elevadas, e na maior parte das vezes nem se percebe o mal que isso faz, a destruição que causa, só porque se quer ter razão. Gastam-se horas em discutir pontos de vista, gera-se um clima de “batalha” onde as armas são as palavras bem escolhidas, para que no fim se sinta que se ganhou a discussão.

Há também que espere anos para poder mostrar que em determinada altura teve razão!

Pequenas vitórias ilusórias, que ao mesmo tempo podem ser a origem de muitos distúrbios no organismo, devido à energia, sentimento e intenção que se coloca quando se defende o ponto de vista.

Mas…

Se cada um de nós é uma individualidade, que já viveu e experienciou determinadas situações e experiências, logo ficou com uma perspetiva dessa situação. Perspetiva essa que é diferente de outra pessoa que tenha passado por uma experiência idêntica, mas, devido a sua forma única de ser, tem uma perspetiva completamente diferente!

Vejamos, há pessoas que adoram o verão, e têm muitos argumentos para mostrar que o verão é bom! Mas por outro lado, também há pessoas que adoram o inverno, e que também têm mil e um argumento para mostrar que o inverno é que é bom!

Quem tem razão? Ambos.

Porque cada um, é igual a si mesmo, e cada um só consegue ver até onde é capaz de enxergar. Adianta discutir, até à exaustão só para ter razão?

Ao longo do meu percurso, tenho me deparado com casos, em que provar que se tem razão, é uma questão de vida ou morte. Pessoas que se consomem em raiva e ira até conseguirem provar que estão certos, e que o resto do mundo está errado. Vivem numa luta constante, alimentando cada vez mais essa atitude egocêntrica, debilitando cada vez mais o sistema imunitário sem se aperceberem do malefício que praticam a todo o instante contra eles mesmos.

Também já fui assim. Recordo-me de uma formação em que a dada altura se falou do abacaxi e ananás, e surgiu a duvida de qual era mais doce. Uns diziam que era o ananás e outros o abacaxi… A dada altura, um dos formandos enviou uma mensagem a alguém conhecido, pedindo que fosse pesquisar na internet qual dos dois era mais doce.

Mais de uma hora depois, em já ninguém se lembrava da história dos ananases, ele interrompeu a formação para afirmar que era o ananás o mais doce, e que ele tinha razão…

Ficamos todos a olhar para ele, meio espantados, e um silêncio constrangedor instalou-se na sala… Enfim… Mas ele provou que tinha razão.

Eu não quero ter razão… Eu quero ser feliz!

Uma frase célebre do poeta Ferreira Gullar, uma sábia frase! Querer ter razão, é a atitude mais insensata, para se ter, nos dias de hoje.

Numa altura em que tudo muda em questão de segundos, em que o que era verdade ontem, hoje já não é tão verdade assim, de que vale querer ter razão?

Numa época, em que o que é verdadeiramente relevante são os elos que se criam com o nosso eu interior, em que é preciso estar em sintonia com tudo o que nos rodeia para se criar bem-estar e felicidade, querer ter razão está completamente fora do caminho a se percorrer.

Continuar a fazer birras para se provar que se tem razão, é infantil e é esse o exemplo que damos, inclusivamente às nossas crianças. Não queremos que elas façam birras, mas nós continuamos a fazê-las.

Querer ter razão é uma doença infantil.

Isabel Pato

Quero mesmo mudar?

Quero mesmo mudar?

Mudar!

Quando chegamos à brilhante conclusão de que a vida que temos, não é de todo a que nos dá a sensação de realização pessoal, nem chega por sombras ao ideal de vida que queremos ter, tomamos consciência de que é preciso fazer alguma coisa…

Quando chegamos a esta tomada de consciência, que é sem duvida a mais importante de todo o processo, a primeira coisa a fazer é mudar.

No inicio, visto que estamos numa situação de desespero e já não vislumbramos mais saídas, tudo nos parece muito bem, e acatamos todas as sugestões que nos são dadas, sem qualquer tipo de julgamentos…

Isto acontece só no inicio, porque depois, a determinada altura, quando a vida já não aparenta tanto desespero, achamos que já estamos bem, que afinal não há a necessidade de tanta mudança assim…

A isto se chama ilusão…

Para que haja saúde em todas as áreas da nossa vida, temos que estar em constante crescimento.

Mudança constante, melhoria constante. É para isso que nós estamos aqui.

Não pode haver riqueza, onde o objetivo é ter o suficiente…

Não pode haver saúde física, quando queremos controlar as situações, a vida dos outros, ou mesmo querer que as coisas sejam à nossa maneira.

Mas mesmo assim, continuamos a utilizar os mesmos padrões que nos são conhecidos, e a “empurrar com a barriga” tendo como ponto de partida o sofrimento que já vivemos, em vez de nos focarmos em querer melhorar a cada dia que passa.

Voltamos a criar uma “zona de conforto” e assim estamos de novo no ponto de partida…

Muitas vezes faço a mim mesma esta pergunta:

Será que quero mesmo mudar?

A maior parte das vezes a resposta é “não”.

Porque muitas vezes ainda quero que as coisas aconteçam à minha maneira…

É tudo um treino, e há que pôr em prática o conhecimento e utilizar as ferramentas que tenho à minha disposição. E sei, que muitas das vezes o que impede o fluxo natural da vida, é mesmo o facto de não querer mudar. Mas como em tudo, ter conhecimento e não o aplicar, de nada vale…

A síndrome de “Gabriela”

Recordo-me de um dia, há 4 anos atrás, quando me foi dito que eu teria que mudar a minha forma de pensar e de agir, se queria ganhar a minha vida de volta:

“e a minha essência, o que vai ser feito dela?”

Ignorância pura!

Mas a tentação ainda é tentar resgatar essa velha essência (a voz do ego), que me leva a pensar que já sei tudo, e que não é preciso mais nada.

O treino

Estar atenta a estes processos é a base para que depressa retorne ao caminho e me volte a focar nos meus objetivos. Não é fácil, mas é possível.

Deixo aqui um exercício me ajuda a mudar o rumo, e voltar de novo ao caminho:

Como mudar o rumo da nossa vida?

 

E tu, queres mudar?

Isabel Pato

A morte, uma ilusão dos sentidos?

A morte, uma ilusão dos sentidos?

O que é a morte?

Muito se escreve e muito se especula sobre o que é a morte, e o que acontece depois de morrer.

Inclusivamente, há pessoas que não vivem a vida de uma forma plena, com medo de morrer… E no fim, acabam por morrer.

Segundo a Wikipédia a morte (do latim mors) refere-se a óbito (do latim obitu), falecimento (falecer+mento), passamento (passar+mento), ou ainda desencarne (deixar a carne), são sinónimos usados para se referir ao processo irreversível de cessamento das atividades biológicas necessárias à caracterização e manutenção da vida num sistema outrora classificado como vivo. Após o processo de morte o sistema não mais vive e encontra-se morto.

O conceito de morte

A morte é o termo da vida devido à impossibilidade orgânica de manter o processo homeostático. Trata-se do final de um organismo vivo que havia sido criado a partir do seu nascimento.

O conceito de morte, no entanto, foi sofrendo alterações ao longo do tempo. Outrora, considerava-se que a morte, enquanto evento, tinha lugar assim que o coração deixava de bater e que o ser vivo deixava de respirar.

Várias religiões, apesar de cada uma ter a sua versão sobre o que é a morte, todas elas acreditam que é um ritual de passagem. Umas festejam, outras choram…

A minha opinião

Eu acredito que a morte é uma ilusão dos sentidos. Se somos energia, e a energia depois de criada já não pode ser destruída, então somos eternos.

A morte para mim, significa o fim do ciclo e o inicio de outro. Significa que chegou a altura de passar ao próximo nível, de continuar o meu caminho e traçar um novo começo.

A morte não existe apenas na nossa existência. Acontece também no dia a dia, nas pequenas e nas grandes situações.

Num relacionamento que acaba, num contrato que chegou ao fim, num eletrodoméstico que se avaria e não tem concerto… E cada vez que isso acontece, é porque chegou a altura de dar lugar ao novo, e é aí que nós resistimos. E essa resistência causa dor. Porque somos demasiado comodistas e não queremos que a mudança venha interferir no nosso esquema de vida tão bem planeado e traçado.

Outro aspeto interessante e que é bom relembrar, é que vivemos com medo de morrer. Somos tão controladores, que em vida planeamos como vai ser a vida dos que cá ficam. Deixam-se heranças… Deixamos de fazer aquela viagem porque temos de garantir o sustento daqueles que cá ficam, tratando-os como imbecis ou incapazes de não saberem viver sem a nossa presença. Vivemos uma vida inteira dedicados a morrer. E quando o momento chega, como será?

Como será sentir que se desperdiçou uma vida a fazer tudo de forma contrária?

Viveu-se uma vida de morte!

Quantos não pensam: “Se eu pudesse voltar atrás…”

Por isso há que refletir! Quero continuar a viver morto?

Ou quero viver a vida que me foi dada, que todos os dias e que a cada nascer do sol me é renovada?

É tudo uma questão de escolha… Ou será uma ilusão?

(1) Conceito de morte – O que é, Definição e Significado http://conceito.de/morte#ixzz4VIY5iqTc

Isabel Pato

Confio em toda a gente até que me provem o contrário!

Confio em toda a gente até que me provem o contrário!

Esta é uma frase que oiço constantemente, nos meus dias atuais.

 

 

Ela é proferida por um grande visionário, que me mostrou como funciona tudo no Universo, e consequentemente na minha vida.

Hoje em dia, os meus dias são divididos em várias atividades, que me dão um enorme prazer de realizar, bem como me proporcionam a liberdade de fazer o que quero, quando quero.

A maior parte dessas atividades, estão diretamente ligadas a pessoas.

Estabelecer contacto com as pessoas, é sempre algo maravilhoso e surpreendente, desde que esse contacto seja iniciado com base na confiança, pois se assim não for, nenhum progresso pode ser atingido no intuito de poder auxiliar aqueles que procuram ajuda e orientação.

Sempre trabalhei com o público…

Hoje trabalho com seres que são igual a mim, com as mesmas características, as mesmas condições, e sempre com a mesma vontade de crescer e evoluir.

O conceito de confiança, para mim muitas das vezes é confundido com o facto de ser assertiva.

O confiar, nada tem a ver com o ser permissiva, e deixar-me manipular pelas outras pessoas.

Muitas são as pessoas que ajudo, quer direta quer indiretamente, e decerto que todas elas merecem confiança…

Até mesmo aquelas que são desconfiadas, que pensam que a ajuda prestada, não é gratuita e incondicional, e que por trás possa haver outras intenções…

 

O que acontece é que cada um julga o outro, consoante aquilo que tem dentro de si.

 

 

Manter a mente livre de julgamento, é a primeira ação do treino em gestão de stress, é uma ação de estar atenta, muito atenta ao pensamento.

Estamos tão formatados, que o julgamento das pessoas, das situações e acontecimentos é automático. E só quando pomos como intenção não julgar, nos apercebemos que 99% do nosso dia é tecer julgamentos.

O mais interessante é que no fim de contas, quem julgamos somos a nós mesmos. Porque só julgamos por aquilo que temos dentro de nós. E é por estar dentro de nós que identificamos isso no outro, ou nas situações.

Por isso, confiar sempre até que provem o contrário.

Porque se não o fizer, é porque já estou a deixar entrar julgamento.

Agora ser assertiva, é ser responsável.

Não se trata de confiar…

Eu, ao longo deste período de formação penso que sei como funciona todo o Universo.

Sei que tudo tem uma ordem perfeita, e que eu não tenho o direito de interferir nessa ordem.

Nunca o Universo pode dar a um e tirar a outro.

E também não posso fazer por ninguém aquilo que compete a cada um fazer por si.

Por vezes vejo pessoas que entram num ciclo que se não se está atento, já não há saída.

E eu, não posso interferir, pois esse é o caminho que cada um escolhe.

 

Caminho

 

 

Ainda me recordo, de como entrava em pânico, ao perceber que as pessoas já não estão a seguir sugestões, e que pensam que sabem…

Mas não posso fazer nada.

Só tenho que ver onde me identifico nessas situações, onde posso melhorar-me a mim, e Confiar!

Todos nós somos seres livres, e ilimitados.

Eu confio!

Namastê

Isabel Pato