É preciso ter tento na língua…

É preciso ter tento na língua…

É preciso ter tento na língua…

Num dia normal, nem nos passa pela cabeça a quantidade de palavras que nos saem da boca para fora. Umas intencionalmente, outras nem tanto.

Falamos o que é preciso dizer para comunicar uns com os outros, para passar a mensagem, para partilharmos o que nos vai “na alma”, e muitas das vezes nem nos apercebemos daquilo que dizemos. Isto acontece porque não estamos presentes… Quantas vezes dou por mim a responder a uma pergunta, sem ter mesmo ouvido a pergunta, tendo de pedir para voltarem a repetir pois não ouvi nada, apenas respondi no automático.

No dia a dia, muitas são as conversas de circunstância, para que o silêncio não se instale. Ouve alturas na minha vida, em que tentava andar informada sobre os assuntos atuais (desde futebol à politica), para ter sempre assunto, e me pudesse enquadrar no grupo.

Tudo não era mais do que vazio… Uma forma de preencher o silêncio que nos invade quando ficamos na quietude…

Neste momento, estou a treinar para deixar de usar aquilo a que eu chamo de: “conversas de gozo”. Aquele tipo de conversa em que uso uma piada, ou introduzo uma expressão de brincadeira, ainda que a conversa seja séria…. Tem sido um desafio constante, pois muitas vezes esse registo sai cá para fora, sempre pronto a “gozar com a situação”.

Se tiver consciência de que as palavras são poder, e de que se as usar da forma ideal, posso criar a minha realidade ao tomar consciência de como emprego as palavras ou a energia com que as pronuncio, de certo que tudo flui de uma forma natural.

Saber ficar em silêncio, é algo que se aprende. Saber ouvir também.

Ainda me recordo daquelas alturas em que não conseguia ouvir, e interrompia sempre quem estava a falar, muitas das vezes com uma observação que não tinha nada a ver…

Também me recordo de uma vez há algum tempo atrás, em que ainda a minha filha era uma criança, estávamos no campo e apanhamos um gafanhoto. O bichinho começou a segregar um líquido castanho da boca, e eu (na brincadeira) disse que era dali que vinha a coca-cola….

Sem comentários, até porque ainda há dias ela me relembrou disso, e disse que eu a tinha enganado…

Foi uma brincadeira, e até podia dizer que foi sem maldade, mas podia ter repercussões   bem graves. E depois ainda pensei quantas coisas eu disse na “brincadeira” que podiam ter ou tiveram um resultado diferente… Dá que pensar e acima de tudo dá para ter tento na língua!

Isabel Pato

 

Dia das Crianças!

Dia das Crianças!

Hoje é o dia da criança!

E há tanto para dizer e escrever sobre este lindo tema: crianças!

Nelas podemos ver o nosso poder como seres divinos: o poder da criação. Criação que é pura e livre de preconceitos, sempre aberta a aprender, sempre a observar tudo, descobrindo sempre a maravilha da perfeição e a alegria de viver.

É nela que vive o futuro, pois é ela que o cria.

Para mim, não consigo descrever por palavras a emoção e sentimento que foi ser mãe, e nas duas vezes em que fui abençoada, foi sempre uma descoberta de novos sentimentos, acima de tudo humildade por ter sido a escolhida entre tantas outras mulheres, e também de poder, por criar e desenvolver dentro de mim, dois seres que são importantes e que têm uma missão a cumprir neste mundo (assim como todas as crianças da Terra).

Não é de todo fácil orientar e educar. Há sempre muitos aspetos a ter em conta, e que são diferentes de criança para criança. E principalmente é necessário ter em especial atenção as vontades e os desejos da criança, que têm de ser distinguidos das nossas vontades e dos nossos desejos.

É tentador, muitas das vezes deixarmo-nos levar pelo sentimento de querer proteger, mas na verdade esse sentimento se for aplicado, causa o maior sofrimento que se possa conceber. Ao superprotegermos as nossas crianças, acabamos por limitá-las a um mundo supostamente seguro (que de seguro nada tem), onde não há espaço para mais nada a não ser medo. Medo esse que no fim leva a graves distúrbios na adolescência e quando se é adulto.

Devemos confiar na vida, e passar esse ensinamento às crianças. Elas têm de descobrir e aprender livremente. A nós cabe-nos apenas ser um farol, para orientá-las, e acima de tudo e o mais importante é ama-las incondicionalmente. Seja qual for a escolha que cada uma decida fazer, a vida é em primeiro lugar delas e não nossa!

 

Vossos filhos não são vossos filhos…

Vossos filhos não são vossos filhos.

São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.

Vêm através de vós, mas não de vós.

E embora vivam convosco, não vos pertencem.

Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,

Porque eles têm seus próprios pensamentos.

Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;

Pois suas almas moram na mansão do amanhã,

Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.

Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,

Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.

Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.

O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força

Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.

Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:

Pois assim como ele ama a flecha que voa,

Ama também o arco que permanece estável.

Khalil Gibran

Respira

Respira

A 6ª semana temática

Na passada sexta feira, dia 28 de abril, terminou mais uma semana temática, em que o tema tratado foi a respiração.

Embora pareça ser um tema especifico, logo no início pude entender que a respiração é vida, e está relacionada com todas as áreas da nossa vida!

Podemos passar alguns dias sem comer nem beber, mas sem respirar, não aguentamos mais que uns escassos segundos (ou minutos, com muito treino). Respirar é algo tão normal e natural que muitas das vezes nem damos conta que o fazemos, e talvez nem se dá a devida importância ao processo da respiração.

Agora quero falar da minha experiência. Eu percebi que não sei respirar. Não me concentro no processo da melhor forma, e acabo por voltar a inspirar, ainda antes de esvaziar os pulmões do ar que ainda lá está.

Parece que inconscientemente, o medo da falta ainda está presente em mim, mais do que eu tenho consciência.

Engraçado, foi que durante a semana fui acometida de uma crise de renite, que ao ser objeto de análise durante uma palestra da semana temática, tomei consciência de que eu, ao coordenar o lado logístico da semana, não me estava a permitir errar. A vontade de que tudo corresse bem, (e que não dependia só de mim) estava a criar em mim um grande desconforto, pois queria que tudo fosse perfeito.

O que aprendi

Foi uma semana de grande aprendizagem (assim como são sempre todos os dias, basta estar atenta a tudo o que me rodeia), principalmente porque um dos objetivos era mostrar aos formandos, que o ”viver na abundância” , é muito simples e não necessita de grandes esforços ou gastos.

Isto foi mostrado na hora das refeições em que, a escolha era sempre variada, e para todos os gostos. É verdade que servimos um prato arrojado, e que todos gostaram, embora à partida mostrassem as suas reservas.

O grupo que esteve presente nesta semana, foi muito especial, não querendo diminuir a importância dos outros que já cá estiveram presentes, pois interiorizam o conceito de “responsabilização”, e desta forma os momentos de partilha da experiência pessoal de cada um, foram isso mesmo: partilha! Não de lamentos, nem de vitimismo, mas sim o partilhar de cada situação que foi sempre algo que tinha de acontecer e servir de aprendizagem.

Para mim esta semana foi muito importante!
Foi o tomar consciência das minhas capacidades, e que a partir do momento em que assumo a responsabilidade pela minha vida, que me dou a cada tarefa que faço (seja a preparar as refeições, seja a falar com as pessoas que precisam de ajuda, ou a gerir o projeto), e que tudo o que faça seja com amor e boa vontade, nada pode correr de forma contrária à que foi estabelecida.

A semana acabou com um gostinho de “quero mais”, e a certeza de que demos o melhor de nós ao grupo que esteve presente, e também ao mundo. Porque se ajudarmos uma pessoa a ver a vida de uma forma mais bela, o mundo fica um lugar melhor para viver.

Obrigado a todos pelo vosso carinho!

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