As nossas crianças e a tecnologia

As nossas crianças e a tecnologia

Já lá vai o tempo em que as crianças brincavam na rua.  

As horas passavam-se a jogar à bola, a andar de bicicleta, a brincar à apanhada, a imaginação criava diversão gratuita e liberdade. Ainda me lembro daquelas brincadeiras, e do tempo em que as gargalhadas e a cumplicidade do grupo faziam parte do dia a dia. 

Hoje, com a implementação das tecnologias surgem novos desafios para pais, educadores e orientadores. É necessário analisar qual a medida certa do uso destas tecnologias de forma que o uso delas não se tornem prejudiciais para o desenvolvimento das crianças. 

Smartphones, tablets, consolas de jogos e outros gadgets oferecem tudo o que é necessário sem necessidade de se esforçar, pelo que cria uma forte dependência por parte das crianças.  

Na União Europeia, mais de metade da população abaixo de 18 anos usa a Internet, com uma utilização veloz de acordo com a idade: 9% das crianças abaixo dos seis anos; uma em cada três crianças de seis e sete anos; uma em cada duas com oito e nove anos; quatro em cada cinco crianças entre os 12 e os 17 anos. 

O principal será entender qual a medida certa para que o seu uso não se torne prejudicial, sendo que os especialistas não recomendem a sua utilização a menores de 18 meses. 

É essencial discernir quais as vantagens e desvantagens dos dispositivos eletrónicos e como ensinar as crianças a desligá-los ou a desligarem-se. E porque a tecnologia mudou a forma como interagimos e comunicamos, o que pode ter consequências para a saúde, é bom criar hábitos saudáveis no ambiente digital. 

Vantagens: 

Evolução e controlo das capacidades motoras  

A envolvência com teclados, comandos de consola ou ecrãs de smartphones ou tablets, permite que as crianças desenvolvam e controlem as capacidades motoras. Isso torna-as mais hábeis enquanto exercitam de forma saudável ossos e articulações. 

Acessibilidade que gera conhecimento 

O facto das novas tecnologias estarem mais presentes e intuitivas tem influência direta na aquisição e expansão de conhecimentos.  

Melhoria das funções cognitivas 

A interatividade das novas tecnologias cria novos desafios. Existem programas que incentivam a descoberta da escrita, leitura e matemática. Isso eleva as competências da criança e promove a capacidade e envolvimento na própria aprendizagem.   

Desvantagens 

Sedentarismo

Há crianças que se deixam envolver de tal forma pelas novas tecnologias que relegam atividades como o contacto com a natureza e/ou a atividade física. 

Auto realização simulada 

O ambiente virtual pode favorecer uma sensação de auto realização simulada, da qual a criança pode retirar conforto particular, mas não real.  

É necessário confrontar a criança com a realidade para que consiga entender essas diferenças. Um bom desempenho num simulador de futebol não significa que a criança o consiga fazer na vida real. E caso essa frustração não seja esclarecida, a criança pode refugiar-se na ação virtual. 

Distúrbios emocionais 

Algumas investigações referem que o uso excessivo das novas tecnologias pode provocar problemas emocionais e de desenvolvimento. Em função disso, existem cada vez mais crianças com sintomas de depressão, ansiedade ou PHDA (Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção). Ser vítima de cyberbullying pode ser outro problema acrescido. 

Bloqueio à sociabilidade 

O anonimato e a sensação de poder que a tecnologia proporciona podem prejudicar a comunicação com o mundo. Isso pode prejudicar a sociabilidade e a capacidade de se relacionar com os outros e o mundo real, caindo num isolamento constante. 

Pressão social e financeira 

Ainda que seja cada vez mais acessível, a aquisição de gadgets exige esforço financeiro.  Na tentativa de se sentirem integrados e possuírem consolas, smartphones ou outro tipo de equipamentos, as crianças tendem a “exigir” dos pais esforços, por vezes, insuportáveis. 

 

Por estes motivos é importante estabelecerem-se linhas de orientação, não só para os pais, educadores ou orientadores, como também para as crianças. 

Ter em atenção ao sentimento de “troca” que se cria na criança. Não incutir a recompensa, como por exemplo: 

“Se fizeres os trabalhos de casa ou as tarefas domésticas, podes jogar ou brincar com o telemóvel.”  

Este tipo de atitude cria uma espécie de troca, e pode incutir na criança o sentimento de fazer algo para conseguir obter o que pretende (manipulação).  

Será mais inteligente responsabilizar, e explicar que tudo faz parte da vida.  Orientar a criança a lidar como os sentimentos é da nossa responsabilidade como adultos. A frustração é o mais difícil, segundo a minha experiência, de amenizar. Porque a vida é uma escola, e as crianças precisam aprender com as suas próprias experiências.  

Algumas linhas de orientação: 

Definir horários para o uso de tecnologias  

Uma conversa em que toda a família residente na casa participe, e que se chegue de comum acordo qual o horário conveniente.  

Definir os espaços em que não podem usar os equipamentos 

Sala de jantar, mesa de refeições, cozinha, casa de banho. A inibição do uso dos equipamentos nestes locais decerto que vai melhorar bastante o ambiente familiar. Não esquecer também de alertar para o uso na escola e sala de aula. 

Criar atividades livres de tecnologia.  

Há muitas atividades que podem ser feitas em família, livres de tecnologia. Basta usar da imaginação! 

Agora, muito importante não esquecer: 

Nós, como educadores temos a responsabilidade de educar pelo exemplo. De nada vai adiantar estabelecer as linhas de orientação se nós não as respeitarmos. Temos que ser coerentes.  

 

A Casa Escola António Shiva®, no âmbito do Atelier de Mecânica em Ação, promove as Semanas do Desenvolvimento Criativo para jovens.
Com esta iniciativa a Casa Escola António Shiva® tem como objetivo estimular o desenvolvimento criativo dos jovens e ajudá-los a criarem a sua própria autonomia e bases sólidas para a vida, através da ação consciente da mecânica quântica.
Ao longo destas duas semanas, que se realizarão nas férias escolares de Abril, os participantes poderão desenvolver a sua criatividade através de diversas atividades, desde a culinária, jardinagem e arte e reciclagem. 

Também será realizado Atelier de Mecânica Quântica em Ação para Jovens um programa inovador para jovens de ambos os sexos dos 12 aos 16 anos, que tem como objetivo ocupar os tempos livres dos jovens, com a ação consciente da mecânica quântica durante as férias escolares. 

Com esta iniciativa a Casa Escola António Shiva® tem como objetivo ajudar os jovens a criarem a sua própria autonomia e bases sólidas para a vida, iniciando por limpar o stress gerado e acumulado durante o ano letivo e despertar a criatividade e genialidade muitas vezes já adormecidas com o fútil e superficial. 

Maria Isabel

Como atua um Terapeuta de Saúde Integral da Casa Escola António Shiva®?

Como atua um Terapeuta de Saúde Integral da Casa Escola António Shiva®?

A nova escola de Saúde Integral, António Shiva, treina os seus terapeutas e mentores para verem cada cliente como um ser único, integrado e participante ativo na sua realidade. Ou seja, 100% responsável pela sua realidade.

Em Saúde Integral, o corpo (organismo físico), é visto como o melhor amigo, e a vida como providenciando sempre tudo que é necessário para o bem-estar e realização do indivíduo.

Se o cliente já vem com uma doença diagnosticada e em sofrimento, o terapeuta em Saúde Integral, apesar de saber que o sintoma físico resulta de uma deficiente relação com a vida, procura minimizar o sofrimentos, antes de fazer a correção e mostrar a forma correta de se relacionar com a vida e entrar no seu processo e fluxo de crescimento.

Em ação

Como atua perante um cliente que traga diagnosticada uma doença grave? Começa por ouvir o cliente, sem qualquer tipo de julgamento, deixando que as conversas fluam e a intuição se instale e assuma o comando. Após ouvir o cliente, o terapeuta coloca algumas questões em relação à atuação do cliente, na área da vida diretamente ligada à causa emocional do problema (doença) físico do cliente. Desta forma, sem julgamento, o cliente liberta-se sem esforço dos venenos emocionais que lhe estão a causar o sofrimento físico.

Como recuperar?

Recuperar é mudar

Com equipamento de diagnóstico quântico, o terapeuta avalia as carências e excessos. Repõe os nutrientes em carência, e elabora um programa de limpeza orgânica. E da forma mais conveniente para o cliente estabelece um programa de mudança de paradigma. O programa de mudança de paradigma, dependendo da gravidade da doença, pode ser feito em regime residencial, para afastar o cliente de ambientes tóxicos, numa fase de mais fragilidade, ou com atendimento periódico em consultório presencial, o diariamente por telefone ou on-line por sala de vídeo conferencia.