A cada ano que termina, a cada virar de página, há sempre um desejo de que este ano seja melhor, e diferente.
Muita vontade de criar e muitas ideias para pôr em prática que pela frente há 365 dias para realizar tudo aquilo a que me proponho… Este é o pensamento que tenho no início de cada ano.
Mas este final de ano foi diferente. Questionei-me de todas as intenções que tinha colocado no início do ano 2022, o que consegui realizar e além disso que mais fiz eu.
Sorri ao rever mentalmente o ano que passou e ver que pouco do que tinha planeado fazer fiz, mas em contrapartida, fiz muito mais, cresci muito mais do que podia planear.
O mundo ainda não tinha saído de uma pandemia que transformou a face da terra, e entrou em guerra que nunca esperei que pudesse acontecer, e mesmo assim foi o melhor ano para mim.
Muitas vezes dou como certo o dia a dia, planeando, controlando e achando que sei o que estou a fazer, e que o estou a fazer bem. Depressa percebi que não era essa melhor forma de viver nesta nova era, porque nada funciona como antigamente. As estruturas que sustentam a sociedade estão em falência de valores e de responsabilidade. O medo apoderou-se de tudo e de todos e o rumo perdeu-se no meio de tanta confusão lançada para iludir mais uma vez a “massa”.
Foi um bom ano para perceber que nada sei. Também foi um bom ano para baixar os braços e confiar que os acontecimentos só me podem trazer benefício e que tudo o resto eram projeções da minha mente que teima em querer controlar tudo.
Comecei a enraizar a verdade de que nasci para ser feliz, e que para ser feliz tenho que me amar e aceitar tal como sou, e que sem isso nada faz sentido e os objetivos que conseguir alcançar terão poucos resultados.
Ainda hoje trabalho o meu interior e a imagem que tenho a meu respeito. E 2022 foi o ano para me conhecer a mim mesma, como reajo a determinados estímulos e como alterar essa reação a meu favor. Não é fácil admitir as minha falhas, assumir que sou impotente perante situações que não posso mudar ou alterar, como a guerra. Só posso mudar a minha reação, a minha forma de estar e de pensar. Ter consciência de que lutar não é solução para ninguém, porque hei de eu lutar contra aquilo que não posso mudar?
O ano que passou trouxe me pessoas maravilhosas que me ensinaram lições de vida, que me mostraram como sou, e como somos todos nós, e me ajudaram a caminhar dia após dia.
Todo este crescimento foi possível devido a orientações diárias recebidas no e-mail todas as manhãs pelo António Fernandes que abriram as portas para o caminho que eu precisava percorrer.
2023 está aqui e será aquilo que eu me empenhar para ser.
Maria Isabel
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