by Maria Isabel | Out 8, 2024 | Pensamentos |
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Vivemos num mundo em que a palavra “obrigado” é muitas vezes dita de forma automática, quase como se fosse um reflexo de educação. Mas será que paramos para pensar no verdadeiro significado desta palavra? A gratidão é muito mais do que um simples “obrigado” por cortesia; é um sentimento profundo que, quando genuíno, transforma a nossa forma de viver e encarar o mundo.
Ser grato é um exercício diário de consciência e de presença. Não se trata apenas de reconhecer o que está bem nas nossas vidas, mas de sentir uma verdadeira apreciação por tudo aquilo que recebemos, sejam pequenos gestos ou grandes conquistas. A gratidão é uma porta que nos permite valorizar o presente e encarar o futuro com otimismo, mesmo quando enfrentamos obstáculos.
Gratidão nas adversidades
Há uma tendência natural para nos sentirmos gratos quando a vida nos sorri – quando alcançamos os nossos objetivos, recebemos boas notícias ou estamos rodeados de carinho. No entanto, o verdadeiro desafio está em manter essa gratidão nos momentos mais difíceis. Nos dias em que a vida parece ser um teste constante, é aí que a gratidão se revela como uma poderosa ferramenta de resiliência. Quando conseguimos encontrar motivos para agradecer, mesmo diante dos desafios, estamos a fortalecer a nossa capacidade de superação.
Sentir gratidão pelas lições que os desafios nos trazem é um ato de maturidade emocional. Não significa que temos de gostar dos momentos difíceis, mas sim que conseguimos reconhecer que, através deles, crescemos e nos tornamos mais fortes. A vida não é sempre fácil, mas ser grato por tudo o que ela nos oferece, seja bom ou mau, ajuda-nos a encontrar equilíbrio e paz interior.
A gratidão em várias filosofias e tradições
Independentemente das crenças pessoais de cada um, uma coisa é certa: a gratidão é um valor universalmente reconhecido. Não é exclusiva de uma religião ou filosofia de vida. Se olharmos para diversas tradições e sistemas de crenças, desde o budismo ao cristianismo, do islamismo ao hinduísmo, todas reforçam a importância da gratidão no nosso dia a dia. Mesmo em práticas seculares, como a meditação mindfulness, somos encorajados a refletir sobre aquilo pelo qual somos gratos.
O ato de agradecer, seja ao universo, à vida, a uma entidade superior ou até aos que nos rodeiam, é uma prática que nos conecta com algo maior do que nós mesmos. Este reconhecimento não só nos faz sentir mais ligados ao mundo, como também nos ajuda a valorizar o presente e a desenvolver uma atitude positiva face à vida.
Gratidão genuína: sentir com o coração
Quando dizemos “obrigado”, é importante que a palavra venha do coração e não apenas da boca. Um “obrigado” dito de forma automática, sem que realmente o sintamos, perde o seu verdadeiro valor. Quando, por outro lado, agradecemos de forma genuína, estamos a reforçar a nossa conexão com o outro e a reconhecer o impacto que determinada pessoa ou situação teve na nossa vida.
A gratidão autêntica transforma as nossas relações, pois quando agradecemos com o coração, estamos a criar uma ponte de empatia e de reconhecimento. Sentir verdadeiramente grato é reconhecer a beleza do momento presente e valorizar o que temos, em vez de nos focarmos no que nos falta.
O poder transformador da gratidão
Ao incorporarmos a gratidão na nossa vida de forma consistente, algo mágico acontece. Tornamo-nos mais presentes, mais conscientes e, acima de tudo, mais felizes. A gratidão tem o poder de nos afastar da negatividade e de nos permitir focar na abundância que nos rodeia. Não se trata de negar os problemas ou dificuldades, mas de escolher focar-se naquilo que nos fortalece.
Quando somos gratos, somos capazes de ver o lado positivo de cada situação e de cultivar uma mente aberta, recetiva ao crescimento. E, à medida que praticamos a gratidão, percebemos que há sempre algo pelo qual agradecer, mesmo nos dias mais sombrios.
Conclusão
A gratidão é mais do que uma palavra de cortesia; é uma forma de estar no mundo. É a prática de reconhecer o valor em cada experiência, boa ou má, e de agradecer por tudo aquilo que a vida nos oferece. Independentemente das nossas crenças ou filosofias de vida, todos podemos praticar a gratidão e sentir os seus efeitos transformadores.
Que possamos dizer “obrigado” com o coração, não apenas como um reflexo automático, mas como um reconhecimento genuíno do que realmente importa. E que, nos momentos de dificuldade, possamos encontrar a força para agradecer pelas lições que a vida nos dá, tornando-nos mais resilientes e preparados para os desafios que virão.
by Maria Isabel | Set 30, 2024 | Pensamentos |
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No ato de dar, há algo de profundamente transformador. Não falo apenas de dar algo material, como um presente ou uma ajuda financeira. Falo daquilo que, quando partilhamos com o outro, não nos faz falta, porque sentimos que o mundo se torna mais completo, mais justo e mais humano.
Sempre acreditei que a generosidade é uma das maiores bênçãos da vida. Quando dou, não estou a perder, mas sim a ganhar. Porque dar é uma troca invisível, uma semente que semeamos no coração do outro e, ao mesmo tempo, no nosso. Na minha caminhada, aprendi que, da mesma forma que dou, também recebo. Não é uma troca calculada, mas um fluxo natural de amor e bondade que circula entre nós, seres humanos.
Dar
Dar é como plantar uma semente. Quando oferecemos o nosso tempo, carinho, ou até algo material, estamos a semear a partilha, a compaixão e o amor. E estas sementes, cedo ou tarde, germinam, florescendo em gestos de bondade que fazem do mundo um lugar melhor. O ato de dar não é apenas sobre o presente em si, mas sobre a intenção de melhorar a vida do outro, e por consequência, a nossa.
A verdade é que, quando dou, o que ofereço nunca me faz falta. Pelo contrário, sinto-me mais preenchida e abençoada. A abundância não está no que acumulamos, mas no que partilhamos. Cada gesto de generosidade cria um ciclo virtuoso de boas ações, de solidariedade e de empatia. O que pode parecer pequeno para nós, pode ser de enorme importância para alguém.
No fundo, a partilha transforma. Transformamo-nos a nós próprios e ao mundo à nossa volta. Ao dar, espalhamos sementes de esperança e criamos um ambiente onde o amor e a bondade crescem. Cada gesto conta, cada semente plantada faz a diferença. E quanto mais damos, mais percebemos que o verdadeiro valor da vida está naquilo que partilhamos com os outros.
Assim, acredito que sou verdadeiramente abençoada. Porque, na medida em que dou, recebo de volta. E esta troca constante de dar e receber, de partilhar e acolher, torna este mundo mais belo, mais acolhedor e mais cheio de amor.
Este texto é um convite à reflexão. Que cada um de nós possa olhar à sua volta e perceber que há sempre algo que podemos partilhar, algo que, ao ser dado, nunca nos fará falta. Afinal, o que damos é sempre, de certa forma, devolvido em amor, gratidão e compaixão.
Que possamos, juntos, semear a semente da partilha e tornar este mundo um lugar melhor para se viver.
Maria Isabel
by Maria Isabel | Jan 2, 2023 | Pensamentos |
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A cada ano que termina, a cada virar de página, há sempre um desejo de que este ano seja melhor, e diferente.
Muita vontade de criar e muitas ideias para pôr em prática que pela frente há 365 dias para realizar tudo aquilo a que me proponho… Este é o pensamento que tenho no início de cada ano.
Mas este final de ano foi diferente. Questionei-me de todas as intenções que tinha colocado no início do ano 2022, o que consegui realizar e além disso que mais fiz eu.
Sorri ao rever mentalmente o ano que passou e ver que pouco do que tinha planeado fazer fiz, mas em contrapartida, fiz muito mais, cresci muito mais do que podia planear.
O mundo ainda não tinha saído de uma pandemia que transformou a face da terra, e entrou em guerra que nunca esperei que pudesse acontecer, e mesmo assim foi o melhor ano para mim.
Muitas vezes dou como certo o dia a dia, planeando, controlando e achando que sei o que estou a fazer, e que o estou a fazer bem. Depressa percebi que não era essa melhor forma de viver nesta nova era, porque nada funciona como antigamente. As estruturas que sustentam a sociedade estão em falência de valores e de responsabilidade. O medo apoderou-se de tudo e de todos e o rumo perdeu-se no meio de tanta confusão lançada para iludir mais uma vez a “massa”.
Foi um bom ano para perceber que nada sei. Também foi um bom ano para baixar os braços e confiar que os acontecimentos só me podem trazer benefício e que tudo o resto eram projeções da minha mente que teima em querer controlar tudo.
Comecei a enraizar a verdade de que nasci para ser feliz, e que para ser feliz tenho que me amar e aceitar tal como sou, e que sem isso nada faz sentido e os objetivos que conseguir alcançar terão poucos resultados.
Ainda hoje trabalho o meu interior e a imagem que tenho a meu respeito. E 2022 foi o ano para me conhecer a mim mesma, como reajo a determinados estímulos e como alterar essa reação a meu favor. Não é fácil admitir as minha falhas, assumir que sou impotente perante situações que não posso mudar ou alterar, como a guerra. Só posso mudar a minha reação, a minha forma de estar e de pensar. Ter consciência de que lutar não é solução para ninguém, porque hei de eu lutar contra aquilo que não posso mudar?
O ano que passou trouxe me pessoas maravilhosas que me ensinaram lições de vida, que me mostraram como sou, e como somos todos nós, e me ajudaram a caminhar dia após dia.
Todo este crescimento foi possível devido a orientações diárias recebidas no e-mail todas as manhãs pelo António Fernandes que abriram as portas para o caminho que eu precisava percorrer.
2023 está aqui e será aquilo que eu me empenhar para ser.
Maria Isabel
https://isabelpato.solucaoperfeita.com/ha-sempre-uma-solucao-perfeita-na-casa-escola-antonio-shiva/
by Maria Isabel | Jul 2, 2020 | Pensamentos, Só por hoje! |
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Foi no dia 1 de Julho de 2013 que entrei nesta casa para dar início a um novo ciclo na minha vida.
Poderia dizer que foi fácil, tomar a decisão de deixar para trás aquilo que já não me fazia sentir bem, mas hoje sei que tudo aconteceu da forma perfeita e natural, e deixar para trás o julgamento ou rotular os acontecimentos.
No início eu não tinha noção do que iria acontecer no futuro. Mas acreditei no projeto de construir uma mova vida para mim. De me reconstruir a todos os níveis: físico e emocional.
Ao longo destes anos a aprendizagem e crescimento era (e continua a ser) diário.
Bastou seguir sugestões sem questionar e fazer o que era preciso ser feito para que rapidamente a mudança surgisse em mim. E assim ao fim deste tempo, de uma vida de sobrevivência, lutas e batalhas passei a ver o que me rodeia de uma forma bem mais serena e tranquila.
Não, não atingi ainda o grau de maturidade de entrar no fluxo e deixar que seja feita a vontade do todo. Nas situações do dia a dia, a primeira tendência é controlar para obter o resultado que quero.
Sim, aprendi a utilizar todos os meus talentos, e a desenvolver a criatividade.
Aprendi que para atingir o que me proponho a atingir, não preciso de esforçar-me e trabalhar arduamente. Apenas tenho de usar boa vontade e paixão no que faço.
Aprendi que nada é complicado, apenas eu é que complico.
Aprendi que sou capaz de fazer aquilo que me parecia impossível eu fazer
Aprendi que do pouco se pode fazer muito.
A falta e escassez, foram conceitos que desapareceram do meu dia a dia. Há sempre abundância naquilo em que me foco.
Aprendi que apenas eu sou responsável por criar a minha realidade.
Aprendi que faço parte de tudo e de todos. Que somos todos um, e cada vez que eu rejeito alguma característica no outro estou a rejeitar-me a mim.
Aprendi que há sempre tempo e que nunca é tarde para começar de novo. Cada dia que começa é sempre uma nova oportunidade para me melhorar.
Aprendi que partilhar aquilo que tenho e proporcionar felicidade ao outro realiza-me, mas ainda estou a aprender a ser merecedora de receber também…
Aprendi a importância de pedir ajuda quando preciso, e deixar a arrogância de parte.
Aprendizagens importantes, é verdade, mas a mais importante de todas foi aprender a amar-me e aceitar-me tal como sou. Aceitar as minhas características, aceitar que sou humana e que erros não existem. O que existe é a oportunidade de melhoria.
Amar-me, porque se eu não tiver amor por mim, como posso dar amor!
Todas estas aprendizagens de vida, mudaram a minha realidade e hoje, em que o Mundo enfrenta mais uma grande revolução, sinto que estou preparada para mostrar e partilhar este aprendizado e experiência com todos aqueles e aquelas que estejam preparados para desistir de uma vida de sofrimento e entrar numa nova forma de ver a vida.
Há tanto para dizer sobre estes sete anos… tanto que vivi.
Se tens curiosidade, deixo-te aqui o convite para experienciares por ti tudo aquilo que acabaste de ler neste pequeno texto.
Sabe mais como podes fazer parte deste projeto. O projeto da tua nova vida!
https://casaescolaantonioshiva.com/abertura-das-candidaturas/
by Maria Isabel | Abr 12, 2020 | Pensamentos |
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Aprender a escutar…
Quando se faz uma escolha de vida e se adopta a filosofia de ajudar o próximo e tornar este mundo o local melhor do que aquele que encontrei, há vários aspetos a ter em conta.
Na Casa Escola António Shiva®, ao longo destes 8 anos, em que decidi fazer mais por mim, e pela minha minha vida, tenho aprendido lições vitais que me ajudaram a ter uma percepção mais “limpa” do que é a realidade.
E é essa experiência que vou tentar partilhar contigo, que lês este artigo.
Sempre me considerei uma boa ouvinte, sempre disponível para ouvir os outros e assim ajudá-los. Muitas pessoas do meu circulo de amigos, gostavam de falar comigo dos seus problemas, ou situações mais complicadas, e eu gostava de as ouvir. Mas a verdade é que eu não as escutava. Quantas vezes julgava aquilo que me era dito. Bastava eu tecer um pensamento na minha mente, enquanto estava diante da pessoa, para já não estar presente e disponível para ela.
Ouvir é diferente de escutar.
Escutar é estar no momento presente, totalmente entregue ao que me é dito, sem que permita que a mente assuma que já sabe o que me vai ser dito a seguir. Eu, tenho formas de interagir aos estímulos totalmente diferentes das outras pessoas.
É isso que faz de mim um ser único, independentemente de fazermos parte do TODO. Por isso, não posso tecer julgamentos ou usar de “achismos” para largar na vida do outro.
Falar da minha experiência, caso seja aplicada na situação, de uma forma honesta, sem a intenção de influenciar, manipular ou convencer o outro, foi outra coisa que aprendi.
Quando me entrego na escuta, permito-me a distanciar-me da situação, tornar-me permeável ao que me está a ser dito, e o envolvimento pessoal não bloqueia o fluxo da conversa, permitindo assim a ajuda.
Muitas pessoas apenas precisam que sejam ouvidas sem julgamentos. Perdem o medo de não serem aceites e deixam que o “lixo” que carregam com elas saia de um forma natural.
E isso é uma verdadeira ajuda.
Maria Isabel
by Maria Isabel | Fev 2, 2019 | Pensamentos |
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“As espécies que sobrevivem não são as mais fortes, nem as mais inteligentes, e sim aquelas que se adaptam melhor à mudança.”
Charles Darwin
Não consigo contabilizar as vezes que ouço a seguinte frase:
“Sinto que algo está prestes a mudar, mas não sei quando vai acontecer essa mudança…”
Talvez seja até uma forma de iniciar uma conversa informal, do género: “ o tempo hoje está mesmo bom!, etc…, mas o que é certo é que se caminha cego pela realidade que rodeia as pessoas, que se focam em noticias virais, que muitas das vezes pouco tem de real, e deixa-se de tomar consciência do que verdadeiramente acontece no dia a dia na vida.
Basta analisarmos um pouco a seguinte lista:
1) O *Spotify* faliu as gravadoras;
2) O *Netflix* faliu os videoclubes;
3) O *Booking* complicou as agências de turismo;
4) O *Google* faliu a Listel, Páginas Amarelas e as enciclopédias;
5) O *Airbnb* complica os hotéis;
6) O *Whatsapp* complica as operadoras de telecomunicações;
7) As *Mídias sociais* estão a complicar os veículos de comunicação;
8) O *Uber* complica os taxistas;
9) A *OLX* acabou com os classificados de jornal;
10) O *Smartphone* acabou com as revelações fotográficas e com as cameras amadoras;
11) O *Zip Car* complica as agências de aluguer de veículos;
12) A *Tesla* complica a vida dos fabricantes de automóveis;
13) O *E-mail* complicou os Correios e acabou com o correio escrito quase por completo;
14) O *Waze* acabou com o GPS;
15) O *Original* e o *Nubank* ameaçam o sistema bancário tradicional;
16) A *Nuvem* complicou a vida das *Pen drive*;
17) O *Youtube* complica a vida das tvs. Adolescentes não assistem mais a canais abertos;
18) O *Facebook* complicou a vida dos portais de conteúdo;
19) O *novo ensino* mudou a forma de aprender, pensar e agir, levando a um novo modelo mental, gerando resultados extraordinários em um curto espaço de tempo nas organizações;
20) Com o *Banco online* não precisa mais ir até às agências;
Esta é a realidade dos dias de hoje, e a maioria que está a ler este artigo, conhece os aplicativos referidos na lista acima. Essas aplicações, fazem parte do nosso dia a dia, acompanham-nos diariamente, no nosso telemóvel, e a vida profissional de muitas pessoas dependem delas.
Mas mesmo assim, mesmo com toda essa tecnologia continua-se a ignorar que o mundo já mudou, que tudo o que existe é mudança, e que só na mudança existe vida.
Acho que já chega de resistir ao novo mundo! Quanto mais se resistir, mais sofrimento se irá causar.
É impossível viver hoje, como se vivia há 10 atrás, da mesma forma que será impossível viver daqui a 10 anos, como se vive hoje.
Estamos numa nova era, na era da inteligência artificial, e a atitude inteligente a tomar neste momento, é a de deixa de resistir à mudança, entrar no fluxo da vida, e evoluir como é a nossa missão!
Isabel Pato
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